
O tártaro em cães e gatos é um problema comum e pode trazer consequências importantes para a saúde dos pets. Embora muitas vezes seja negligenciada, a saúde bucal tem impacto direto no bem-estar e até na longevidade dos animais.
Por isso, nesse artigo, o médico veterinário Dr. Guilherme Zupirolli, especialista em Odontologia Veterinária aqui na UFAPE, nos ajuda a entender os riscos do tártaro e saber quando procurar tratamento é essencial para evitar complicações mais sérias.
O acúmulo de tártaro — aquela placa endurecida e amarelada que se forma nos dentes — está entre as alterações mais observadas na rotina veterinária. No entanto, quando não tratado, pode evoluir para problemas mais graves.
Em primeiro lugar, o tártaro é o endurecimento da placa bacteriana que se acumula naturalmente nos dentes. Quando essa placa não é removida por meio da escovação regular, ela mineraliza e se transforma em uma camada rígida, dessa forma aderindo ao dente e à gengiva.
Além disso, alguns fatores favorecem o acúmulo:
O tártaro em cães e gatos não é apenas um problema estético. Pelo contrário, ele cria um ambiente ideal para a proliferação de bactérias, que podem causar doenças bucais e até comprometer outros órgãos.
Inicialmente, ocorre inflamação da gengiva (gengivite). Entretanto, sem tratamento, o quadro pode evoluir para periodontite, que destrói os tecidos de sustentação dos dentes, levando à dor intensa e perda dentária.
O famoso “bafo de cachorro” não é normal. Na maioria das vezes, o odor forte indica acúmulo de bactérias e inflamação.
Pets com tártaro avançado podem evitar alimentos mais duros, mastigar de apenas um lado ou, em casos mais graves, deixar de se alimentar adequadamente.
Além dos problemas locais, as bactérias presentes na boca podem atingir a corrente sanguínea e alcançar órgãos como coração, rins e fígado. Consequentemente, o risco de doenças sistêmicas aumenta.
É importante observar atentamente alguns sinais clínicos:
Portanto, se qualquer um desses sinais estiver presente, é fundamental procurar avaliação veterinária o quanto antes.

O tratamento do tártaro em cães e gatos não pode ser realizado em casa. A remoção segura exige um procedimento chamado profilaxia odontológica, realizado sob anestesia geral.
Durante o procedimento, o médico-veterinário utiliza equipamentos ultrassônicos para remover o tártaro e, em seguida, realiza o polimento dental, o que ajuda a prevenir nova aderência bacteriana.
As principais indicações para tratamento incluem:
Além disso, mesmo na ausência de sinais evidentes, avaliações periódicas são recomendadas.
A prevenção é sempre o melhor caminho e, felizmente, algumas medidas simples fazem grande diferença:
Dessa forma, é possível reduzir significativamente o acúmulo de placa bacteriana.
O tártaro em cães e gatos é um problema frequente, porém totalmente prevenível e tratável. Portanto, cuidar da saúde bucal do seu pet é investir em qualidade de vida, conforto e longevidade.
Ao notar qualquer alteração, procure atendimento veterinário. Aqui no Hospital Veterinário UFAPE nós possuímos uma equipe capacitada e treinada para atender o seu pet em qualquer questão odontológica. Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, menores serão os riscos e melhor será o prognóstico; assim sendo, fale conosco e marque uma avaliação.