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Febre em pets: como identificar e quando ir ao veterinário? Este é um tema de grande relevância na clínica médica de cães e gatos, pois trata-se de um sinal clínico associado a diversos processos infecciosos, inflamatórios e imunomediados. Embora a febre seja um mecanismo fisiológico de defesa do organismo, sua persistência ou intensidade pode indicar doenças que exigem investigação diagnóstica criteriosa. Por isso, compreender febre em pets: como identificar e quando procurar um hospital veterinário é essencial para intervenção precoce e adequada.
No Hospital Veterinário UFAPE, orientamos os tutores a observarem alterações comportamentais e sistêmicas, uma vez que a febre nem sempre é facilmente perceptível sem aferição adequada da temperatura corporal.
Neste artigo você vai entender:
Febre é definida como a elevação da temperatura corporal mediada pelo centro termorregulador hipotalâmico, geralmente em resposta à liberação de citocinas
pró-inflamatórias (como IL-1, IL-6 e TNF-α) durante processos infecciosos ou inflamatórios.
Diferentemente da hipertermia, que ocorre por falha na dissipação de calor (como em casos de insolação), a febre envolve ajuste ativo do “set point” térmico pelo sistema nervoso central.
Portanto, identificar corretamente a origem da elevação térmica é fundamental para uma conduta clínica adequada.
Em cães, a temperatura corporal fisiológica varia entre 38°C e 39,2°C. Considera-se febre quando a temperatura ultrapassa 39,3°C.
Além disso, cães com febre podem apresentar:
Entre as causas mais frequentes de febre em cães, destacam-se:
Entretanto, em alguns casos, pode ocorrer febre de origem indeterminada (FOI), exigindo investigação diagnóstica ampliada.
Nos gatos, a temperatura fisiológica varia entre 38°C e 39,2°C. Valores acima de 39,3°C já são considerados febris, especialmente quando associados a sinais sistêmicos.
Contudo, diferentemente dos cães, os gatos tendem a manifestar sinais clínicos mais sutis. Muitas vezes, o único indicativo inicial é a redução do apetite.
Além disso, gatos febris podem apresentar:
Entre as causas mais comuns em felinos, incluem-se:
Portanto, na medicina felina, a febre exige atenção redobrada, pois frequentemente está associada a condições de maior complexidade clínica.
A aferição retal com termômetro digital é o método mais confiável para diagnóstico de febre em pets.
No entanto, o procedimento deve ser realizado com contenção adequada para evitar estresse e lesões. Em ambiente hospitalar, a equipe pode complementar a avaliação com exame físico completo e monitoramento de parâmetros vitais.
Além disso, é importante reforçar que focinho seco ou orelhas quentes não são critérios diagnósticos confiáveis.
A avaliação hospitalar é indispensável quando:
Nessas situações, o risco de complicações sistêmicas aumenta significativamente. Portanto, quanto mais precoce a investigação, melhor o prognóstico.
Além disso, filhotes, pacientes geriátricos e animais imunossuprimidos devem ser avaliados com prioridade.
A investigação da febre em pets envolve:
Assim, o tratamento não se limita ao controle da temperatura, mas sim à identificação e manejo da causa primária.
É fundamental reforçar que a febre não é uma doença, mas um sinal clínico. Portanto, administrar antitérmicos sem orientação pode mascarar sintomas e retardar o diagnóstico adequado.
O Hospital Veterinário UFAPE dispõe de estrutura hospitalar completa para investigação de quadros febris em cães e gatos, incluindo exames laboratoriais, diagnóstico por imagem e monitoramento intensivo.
Além disso, nossa equipe atua com abordagem individualizada, baseada em evidências científicas e protocolos atualizados.
Se você tem dúvidas sobre febre em pets: como identificar e quando ir ao veterinário, ou percebe alterações sistêmicas no seu animal, procure o Hospital Veterinário UFAPE. O diagnóstico precoce é determinante para um tratamento eficaz e seguro.