
Entenda os riscos das altas temperaturas e saiba como prevenir
Os cuidados com os pets no verão exigem atenção redobrada devido às altas temperaturas da estação. Ao contrário dos humanos, os pets possuem mecanismos limitados de regulação térmica, e portanto são mais vulneráveis a quadros graves relacionados ao calor. A hipertermia, a desidratação, as queimaduras nas patas e o aumento de doenças transmitidas por parasitas estão entre os principais riscos desse período.
Então, entender esses perigos e adotar medidas preventivas é fundamental para preservar o bem-estar e, em muitos casos, salvar vidas.
A hipertermia ocorre quando a temperatura corporal do animal se eleva acima do normal e o organismo não consegue dissipar o calor adequadamente. Esse quadro pode se instalar rapidamente, especialmente em ambientes fechados, mal ventilados ou sob exposição direta ao sol.
A hipertermia é uma emergência veterinária. Ao identificar qualquer um desses sinais, o tutor deve buscar atendimento imediatamente. A intervenção precoce é decisiva para evitar complicações graves ou óbito.
Durante o verão, a perda de líquidos acontece de forma mais intensa, seja pelo aumento da respiração, pela evaporação ou pela menor ingestão de água em alguns animais.
Manter água fresca e limpa disponível em todos os ambientes é uma medida básica, porém essencial. Em dias muito quentes, a troca da água deve ser feita várias vezes ao dia.
Os passeios continuam sendo importantes para a saúde física e mental dos pets, mas durante o verão exigem cuidados específicos.
Primeiramente, prefira sempre os horários mais frescos do dia, como o amanhecer e o final da tarde. Evite exercícios intensos e observe atentamente o ritmo respiratório do animal durante toda a caminhada. Caso o pet apresente cansaço excessivo, respiração acelerada ou dificuldade para acompanhar o percurso, o passeio deve ser interrompido imediatamente.
Um risco constantemente negligenciado é o aquecimento excessivo do solo, especialmente do asfalto, que pode atingir temperaturas muito superiores às do ar.
Sempre que for passear com seu animal de estimação, coloque a mão no chão. Se o dorso da sua mão não suportar o contato com o chão por 5 segundos, seu pet também não deve caminhar ali.
Queimaduras nas almofadas plantares causam dor intensa, infecções secundárias e dificuldade de locomoção. Portanto, sempre que possível, prefira passeios em horários mais frescos.
O calor favorece a proliferação de pulgas, carrapatos e mosquitos, aumentando o risco de doenças infecciosas, incluindo a leishmaniose em áreas endêmicas. Este é um dos cuidados com os pets no verão mais importantes, portanto merece total atenção.
Assim sendo, a prevenção é fundamental:
A orientação veterinária é indispensável para definir o protocolo preventivo mais adequado para cada animal.
Raças braquicefálicas, como Pugs, Bulldogs, Shih-Tzus e similares, apresentam maior dificuldade respiratória e menor eficiência na dissipação de calor. Por isso, têm risco elevado de colapso térmico.
Para esses animais, é essencial:
Assim, a vigilância deve ser constante, mesmo em temperaturas que parecem moderadas.
Alguns sinais indicam que o quadro pode ser grave e exige atendimento veterinário urgente:
Nessas situações, o tempo é um fator crítico, portanto a intervenção rápida pode ser determinante para a recuperação do paciente.
Na UFAPE, dedicamos tecnologia, precisão e cuidado em cada atendimento, inclusive nos quadros críticos agravados pelas altas temperaturas. Contamos com equipes especializadas, estrutura completa e suporte contínuo, preparados para atuar desde a prevenção até o manejo de emergências.
Cuidar do seu pet no verão é um compromisso com a vida. Assim, com informação, prevenção e apoio veterinário qualificado, é possível atravessar esse período com mais segurança e tranquilidade.